O papel dos novos princípios ativos no controle de pragas e na pressão de seleção

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Novos princípios ativos e soluções biológicas ampliam o arsenal tecnológico disponível para o produtor e reforçam o manejo sustentável de pragas.

A introdução de novos princípios ativos no portfólio de defensivos agrícolas surge como resposta estratégica aos desafios impostos pela resistência de pragas, às exigências ambientais e à necessidade de maior produtividade. No relatório do primeiro trimestre de 2025 do Syngenta Group, a empresa destacou que o crescimento nas vendas de sua divisão de proteção de cultivos foi impulsionada por “novas tecnologias de proteção”, entre elas as tecnologias PLINAZOLIN® e ADEPIDYN®y, além de novas soluções biológicas. (syngentagroup.com)

Essas inovações representam um avanço relevante para a agricultura mundial, oferecendo mecanismos de ação inéditos, reduzindo a pressão de seleção sobre organismos-praga e abrindo caminho para práticas mais sustentáveis e eficazes de manejo integrado.

Novas tecnologias fortalecem o combate à resistência de pragas

A resistência de pragas a defensivos agrícolas convencionais tornou-se um dos maiores desafios do agronegócio. Métodos antigos, baseados em poucos modos de ação, perdem eficácia com o uso prolongado e repetido.

Nesse contexto, a PLINAZOLIN® technology representa uma virada. Ela foi desenvolvida para oferecer um novo modo de ação — reconhecido pelo grupo de classificação global de inseticidas (IRAC) — e proteger plantações contra pragas resistentes a soluções tradicionais. (Global Agriculture)

Segundo a empresa, essa tecnologia será aplicada em diversos cultivos, como soja, milho, cereais, algodão, frutas e hortaliças, e abrange pragas, como percevejos, tripes, lagartas, ácaros, entre outros, oferecendo um amplo espectro de eficácia. (Global Agriculture)

A rotação de modos de ação e a introdução de novas moléculas são essenciais para reduzir a pressão de seleção, prolongar a vida útil dos defensivos e manter a eficácia no longo prazo.

Crescimento dos biológicos reforça tendência de controle sustentável

Além das moléculas sintéticas com novas tecnologias, o relatório da Syngenta de 2025 aponta crescimento expressivo nas vendas da divisão biologics/biológicos, reflexo da demanda por soluções mais sustentáveis.

No portal Mais Agro, por exemplo, os inseticidas biológicos são descritos como essenciais para o manejo integrado de pragas (MIP), devido à sua seletividade, biodegradabilidade, menor impacto ambiental e menor risco para organismos benéficos e polinizadores.

Essas características fazem dos biológicos ferramentas ideais para diversificar o controle e evitar o aumento da pressão de seleção , ao mesmo tempo em que atendem às exigências crescentes de certificações ambientais, mercados exportadores e consumidores mais conscientes.

Com a combinação de novas moléculas e agentes biológicos, produtores ganham maior flexibilidade para montar programas mais robustos, eficazes e duradouros para controle de pragas.

princípios ativos no controle de pragas

Resultados globais refletem confiança nas novas soluções

No primeiro trimestre de 2025, a Syngenta Group reportou que as vendas de itens da Proteção de Cultivos subiram 5%, alcançando US$3,4 bilhões, resultado impulsionado pelo retorno à normalidade nos canais de distribuição e pela elevada demanda por novas tecnologias de proteção.

O crescimento nas vendas em nível mundial indica que a adoção das novas tecnologias — sintéticas e biológicas — não é apenas uma aposta futura, mas uma realidade imediata no mercado agrícola. A expectativa da empresa é continuar investindo fortemente em pesquisa e desenvolvimento para garantir soluções eficazes e sustentáveis para os desafios emergentes no campo.

Para os produtores, isso significa acesso a ferramentas modernas, com melhor performance e menor risco de resistência, fatores que impactam diretamente a produtividade, a rentabilidade e a sustentabilidade da lavoura.

Desafios e melhores práticas no uso de novos princípios ativos

Apesar dos avanços, a introdução de novas moléculas e biológicos requer gestão técnica cuidadosa. Especialistas alertam para:

  • a importância de rotação de mecanismos de ação para evitar adaptação de pragas;
  • a necessidade de integrar o controle biológico com boas práticas de manejo integrado de pragas (MIP);
  • o cuidado com compatibilidade de produtos, especialmente quando há mistura de químico e biológico;
  • o uso criterioso e o monitoramento contínuo, para maximizar a eficácia e reduzir riscos ambientais.

De acordo com o Mais Agro, os inseticidas biológicos têm papel complementar — não substituem todas as soluções, mas fortalecem o conjunto de ferramentas disponíveis para o produtor.

Assim, a adoção de novas tecnologias deve ser acompanhada de planejamento técnico, orientação profissional e boa prática agrícola.

Impacto esperado para o agronegócio nos próximos anos

À medida que a pressão por produtividade aumenta, alimentada por demanda global, restrições ambientais e desafios climáticos, a adoção de novas soluções para controle de pragas torna-se estratégica.

A diversificação do portfólio de defensivos com novas moléculas e biológicos deve:

  • aumentar a durabilidade das ferramentas de controle;
  • reduzir perdas causadas por pragas resistentes;
  • suportar sistemas de produção mais sustentáveis;
  • atender exigências de mercados exportadores por práticas ambientalmente responsáveis;
  • elevar a competitividade da produção agrícola global.

Para o produtor, isso significa maior segurança, previsibilidade e potencial produtivo. Para o setor, representa uma transição — cada vez mais inevitável — rumo a uma agricultura moderna, eficaz e sustentável.

Conclusão

Em um momento marcado por desafios crescentes — resistência de pragas, pressões regulatórias, demandas por sustentabilidade e insegurança climática — os novos princípios ativos e biológicos emergem como peças centrais do futuro do manejo agrícola.

A aposta em inovação pelo Syngenta Group, evidenciada no desempenho de 2025, confirma que o caminho para manter a produtividade global passa pelo equilíbrio: eficácia no controle, diversificação de mecanismos, sustentabilidade e adaptabilidade.

Para produtores que buscam proteger suas lavouras e garantir a longevidade dos recursos, a adoção consciente dessas tecnologias representa uma estratégia inteligente e necessária.

Sobre o Mais Agro

O Mais Agro é o hub de conteúdo técnico da Syngenta, dedicado a levar informação confiável, análises de mercado, práticas de manejo e tendências agrícolas para produtores, consultores, pesquisadores e toda a cadeia do agronegócio. A central de conteúdos reúne materiais exclusivos sobre inovação, sustentabilidade, proteção de cultivos, tecnologias emergentes e desafios do setor. Para saber mais, acesse: https://maisagro.syngenta.com.br/

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